Liga da (In)Justiça

Um guia pessoal de navegação nas ondas do streaming – Edição 33

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Estreia dia 13 de outubro Os Meyerowitz, o filme da Netflix que conseguiu a proeza de ser aplaudido no Festival de Cannes, onde a palavra “streaming” é quase um palavrão.

LISTFLIX – 5+1 FILMES E SÉRIES INJUSTIÇADOS

Se a vida não é justa, o que dizer das premiações do cinema e da TV? Pensando na garotada de Stranger Things, que saiu de mãos abanando da última edição do Emmy, selecionamos nesta semana 5+1 filmes e séries que não tiveram o devido reconhecimento.

Janela Indiscreta Quando se fala em injustiça no cinema, difícil não pensar em Alfred Hitchcock. O mestre do suspense nunca ganhou uma estatueta do Oscar como diretor. Foram ao todo foram cinco indicações, incluindo a deste clássico absoluto sobre o fotógrafo com a perna quebrada que começa a espiar os vizinhos para passar o tempo. Até que algo de muito suspeito (supostamente) acontece…

Awake Não há injustiça maior com uma série que ser cancelada antes do tempo. Com apenas 13 episódios e uma temporada, Awake nos deixou cedo demais, antes de conseguir explorar a fundo sua maravilhosa premissa: depois de um acidente de carro, um homem começa a viver duas vidas paralelas toda vez que vai dormir: em uma, o filho morreu no acidente. Em outra, a esposa.

Orphan Black Uma injustiça parcialmente corrigida não deixa de ser injusta. A lista de grandes performances em séries é longa. Mas nenhuma delas bate Tatiana Maslany. Não é exagero nenhum dizer que ela carrega a série nas costas e que não há performance como a dela na TV. Maslany já ganhou um Emmy, mas foi solenemente esnobada pelo Globo de Ouro.

The Good Place Recém adicionada ao catálogo da Netflix, esta série de comédia passou longe de ser indicada nos Emmys deste ano. Grande erro. Com timing impecável e humor inteligente, esta comédia conta a história da boca-suja Eleanor, uma pessoa egoísta e horrorosa, que morre e vai parar no Céu por engano.

Inside Llewyn Davis  Um dos melhores filmes da safra recente dos irmãos Cohen não foi nem sequer indicado na categoria principal do Oscar. Llewyin Davis é um músico sem um tostão no bolso que rala em busca de algum reconhecimento. O que deveria ser uma comédia sem maiores pretensões ganha uma alta carga dramática conforme descobrimos mais sobre o personagem.

Bônus “Cura Gay”

Sense 8 Depois de finalmente encontrar seu ritmo na segunda temporada, a Netflix resolveu cancelar a série original, para ira dos fãs. Depois da chuva de reclamações, anunciou um filme para fechar a história dos sensates. Como dito anteriormente, uma injustiça parcialmente corrigida não deixa de ser injusta (#rancor).

KIDFLIX– PARA PAIS E FILHOS

A Invenção de Hugo Cabret O filme de Martin Scorsece é uma belíssima homenagem ao cinema pelos olhos de uma criança. E ainda é um dos raros trabalhos do diretor com censura livre. Mas não foi bem nas bilheterias e ainda perdeu o Oscar de melhor filme para O Artista.

NOTIFLIX – NOTÍCIAS EM SÉRIE

Tirando uma casquinha – O prefeito-gestor João Dória está mexendo com o perigo. Uma coisa é apagar grafite de muro (só irrita os hipsters). Outra é cobrar ISS (Imposto sobre Serviço) do Netflix e do Spotify. A proposta foi enviada pela Prefeitura para a Câmara Municipal de São Paulo nesta semana.

O que vem por aí – A Netflix encomendou uma nova série de comédia para Amy Poehler (Saturday Night Live) e Leslye Headland (diretora de Quatro Amigas e um Casamento) que terá oito episódios. A série será protagonizada por Natasha Lyonne, a Nicky de Orange is the New Black, e vai contar a história de uma jovem que é convidada de honra para uma festa em Nova York (sim, a premissa é essa). Veremos.

Cartel – O irmão de Pablo Escobar, Roberto de Jesus Escobar Gaviria, aconselhou a Netflix a não continuar a filmar Narcos sem a sua “bênção”. Ele trava uma disputa legal com a Netflix, reivindicando que paguem mais de 800 milhões de euros à Escobar Inc., a empresa que fundou em 2014, pela apresentação não autorizada da história do seu irmão e do respetivo cartel.

OFFLIX – FORA DA NETFLIX

Respeito é bom – Para quem está cansado dos tempos sombrios de curas gays e exposições censuradas que vivemos, o Spotify trouxe um alento: uma maravilhosa versão do clássico absoluto Respect, de Aretha Franklin, com arranjos da Royal Philharmonic Orchestra de Londres.